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>Romance "Dracula" comemora 114 anos de sucesso

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Neste mês de maio comemoramos o aniversário da publicação do romance mais conhecido de Abraham (Bram) Stoker, intitulado “Dracula”. Citar a importância desta obra não é necessário já que uma das criaturas mais perversas e assustadores da história da literatura e que até hoje é considerado um dos vilões mais assustadores da literatura dispensa qualquer apresentação. Mas como o propósito do site é o de apresentar o horror sob todas as suas roupagens homenagearemos esta obra-prima da literatura de horror com uma pequena biografia histórica.

Publicado em 26 de maio de 1897, o romance tem a forma de um agrupamentos cartas, por meio das quais os vários personagens vão contando a sua história. Tudo começa quando o jovem Jonatham Harker chega a um castelo na Transilvânia e conhece o misterioso conde Drácula. A partir daí, muitos pescoços serão atacados pela sede do vampiro – incluindo a noiva de Harker, Mina, e a amiga desta, Lucy, além de toda a tripulação do navio que o levaria à Abadia de Carfax, em Londres.

O romance teve várias adaptações ao cinema e originou diversas outras histórias, algumas mais fiéis ao conceito vampírico original, outras com vampiros modernos e charmosos – como o Lestat de Anne Rice e o Edward (eca!) de Stephenie Meyer.

Drácula tem sido designado como vários gêneros literários, incluindo literatura de vampiros, ficção de horror e romance gótico. Estruturalmente, é um romance epistolar, ou seja, contada como uma série de cartas, entradas de diário, registros de bordo etc. Embora Stoker não tenha inventado o vampiro, a influência do romance na popularidade dos vampiros foi singularmente responsável por muitas peças de teatro, cinema, televisão e muitas interpretações ao longo dos séculos 20 e 21.

O romance foi adaptado muitas vezes, especialmente para o cinema e teatro e o vampiro foi usado em muitas histórias e paródias independentes do romance original, sendo usado até hoje por diversos autores em diversas mídias, sendo tema recorrente na cinematografia mundial. O romance mais recente a tratar do assunto é “The Historian”, de Elizabeth Kostova. Em “Vlad: The Last Confession”, C. C. Humphreys narra a história por trás do mito, ou seja, as crueldades do conde real. Dizem que Bram Stoker se inspirou no livro policial “The Moonstone”, escrito por Wilkie Collins, para escrever Drácula em forma de diário.

Após o livro de Bram Stoker, Drácula se tornou um dos ícones mais conhecidos e cultuados das histórias de terror. Nos cinemas, ele foi interpretado diversas vezes por atores consagrados, como Bela Lugosi, Christopher Lee, Frank Langella e Abel Salazar entre outros. Alguns problemas também cercaram a obra do velho escritor irlandês como a filmagem de “Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens” (F. W. Murnau – 1922), baseado no célebre romance de Bram Stoker, embora com nomes de personagens e lugares alterados, pois os herdeiros do escritor não concederam a Murnau autorização para realizar este filme o que não impediu o diretor de filmá-lo. Com a causa ganha pela família Stoker todas as cópias de Nosferatu foram caçadas e destruídas e graças à algum colecionador que “importou” o filme para fora do país que tivemos a oportunidade de presenciar um dos maiores clássicos expressionistas do cinema mudo.

Entretanto, quem foi realmente o Conde Drácula?

Muitas fontes citam o Conde Vlad Tepes, o Empalador, como a principal inspiração de Stoker para criar o vilão de sua história se bem que alguns boatos dizem que o personagem foi inspirado nas ações de uma condessa sádica da Hungria chamada Erszebeth Bathory, que tomava banho no sangue de suas criadas para “manter” a sua juventude. Sobre o Drácula histórico temos o seguinte relato:

“Vlad Dracula nasceu na Transilvânia em 1431 na cidade de Sighisoara. Seu pai, Vlad Dracul foi um membro d’A Ordem do Dragão (Ordo Dracul), que era uma espécie de ‘cruzados’ que tinha um pacto de luta eterna contra o Império Otomano. O nome Dracul significa Dragão ou Demônio, e se tornou o símbolo de seu pai porque ele usava o símbolo do dragão em suas moedas”.

Pesquisas recentes, contudo, mostram que Stoker pouco sabia sobre Vlad III e sua história. Visto que as histórias sobre vampiros na Europa vem principalmente da região da Transilvânia, é fácil entender porque Stoker escolheu aquela localização. Assim sendo, uma busca rápida pelos líderes históricos da região mostrariam Vlad Drácula como a escolha perfeita para um vilão sádico, sem escrúpulos e aterrorizador. Dracula era um candidato natural ao vampirismo.

Hoje, o romance “Dracula” completa 114 anos com o mesmo fascínio da época em que foi lançado e com o mesmo charme cativa leitores de todas as idades e ciclos sociais, apavorando os homens com sua ferocidade guerreira e cativando as mulheres com seu timbre aristocrático e sedutor.

Sendo assim, toda a equipe do site Gore Boulevard deseja um Feliz aniversário ao “Rei dos Vampiros”.

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Sobre Trauma Filmes

Através da criação humana e seus valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) buscamos sintetizar emoções, histórias e sentimentos. Principalmente o medo que se apresenta-se sob as mais variadas formas como: pesadelos, traumas, fantasias distorções e fixação. Sejam eles reais ou sobrenaturais.

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